terça-feira, 26 de maio de 2009

Experiências...

No dia 23 de maio de 2009 larguei meu primeiro 400km. A prova foi em Santa Cruz do Sul/RS, organizada pelo Luiz M. Faccin. Condição climática perfeita, ou seja, um dia de inverno em que a madrugada não foi muito fria; o dia não foi muito quente; não choveu e não ventou o suficiente para atrapalhar. O asfalto um tapete... a paisagem reconfortante... no entanto, ainda assim, de acordo com os mais experientes, o 400 mais difícil da história do Rio Grande do Sul. Tive 20h25m para refletir o que nos leva a entrar em um “rally humano” dessa magnitude.

O “Hugo Servajão” de Criciúma dá uma boa definição para a magia do exercício com bicicleta: “Pedalar é um exercício em que, diferentemente dos outros, nunca se está completamente cansado”. Well, mas como também nunca se está completamente inteiro, o que move um randonneeur?! Perseverança. Largar um brevet pensando na chegada é um suicídio mental. Quanto maior a distância do brevet, menor a chance de sucesso, se este for o sentimento predominante. Longa distância é curtir o momento (às vezes, suportá-lo, é verdade); ser positivista; mostrar sensibilidade com seu corpo, abusando do mesmo, mas sem quebrá-lo; dominar a mente (dores, limitações psicológicas, supressão de sono); é sentir um prazer genuíno na sensação de dever cumprido, após travar “o bom combate”.

Enfim, e não menos importante, ser um randonneeur é adorar medalhas! Medalhas grandes, pequenas, pesadas, leves, de metal, de madeira, de plástico, monocromáticas, coloridas, redondas, quadradas, triangulares, hexagonais, no peito, na mão, no bolso, na parede, no bidê, na gaveta, uma verdadeira paixão por medalhas! Claro, um “certificadinho” caprichado também é apreciado!

2 comentários:

Michel disse...

medalha.. medalha.. medalhaaaa...

helianka disse...
Este comentário foi removido pelo autor.