quinta-feira, 13 de outubro de 2011

REGULAMENTO OFICIAL DO AUDAXTERRA DO CARVÃO 2011

Deu trabalho, mas conforme anunciado, está aí.

Artigo 1 º

O Audaxterra está aberto a qualquer ciclista amador, independentemente, se filiado a algum clube de ciclismo. Qualquer ciclista com idade inferior a 18 anos deve ter autorização dos seus pais ou responsável legal para participar. Qualquer veículo de tração humana é aceitável. A única condição é que o veículo deve ser propulsionado exclusivamente por seu piloto.

Artigo 2 º

Para participar da prova o ciclista deve preencher um formulário de inscrição, assinar um termo de responsabilidade e pagar a taxa de inscrição estabelecida pela organização do evento.

Artigo 3 º

Ao participar da prova, o ciclista aceita e consente com a publicação de seu nome, tempo, piadas e eventual fotografia tirada durante o evento.

Artigo 4 º

Durante o evento, cada ciclista está em um passeio individual. Devendo obedecer ao Código de Trânsito Brasileiro, trafegando primordialmente pela linha de bordo da pista, em sua mão de direção e usando ciclovias, quando existentes no local. Todos devem se comportar de maneira ordeira e pacífica durante todo o percurso. A utilização de rojões e produtos similares (bombinha) é permitida e recomendada apenas no Km 62 do percurso.

Artigo 5°

A utilização do capacete é obrigatória durante todo o percurso. Todos são maiores e capazes, estando os incapazes devidamente autorizados por seus representantes legais, motivo pelo qual a organização não será responsabilizada por quaisquer acidentes que possam ocorrer durante a prova.

Artigo 6 º

Cada ciclista deve ser autossuficiente. Carros de apoio seguindo ciclistas ou apoio externo durante o curso da prova não serão permitidos. Exceto nos PCs. Qualquer violação desta ordem resultará na desclassificação imediata do ciclista envolvido. Esta regra não se aplica aos carros da organização.

Artigo 7 º

No briefing, cada ciclista receberá um cartão de rota e uma folha de tulipas detalhando a rota e a localização dos pontos de controle. Todos os pilotos devem parar em cada ponto de controle para ter seu cartão verificado com o horário do momento de sua passagem pelo local e assinatura do responsável. Se um piloto sair da rota, ele deve voltar ao mesmo ponto do percurso, antes de prosseguir.

Artigo 8 º

Poderão ser estipulados pontos de controle em estabelecimentos com nenhum membro da organização presente. Nesses pontos de controle os pilotos deverão ter seu cartão de rota verificado por um responsável pelo funcionamento do estabelecimento comercial, como um posto de gasolina ou lanchonete. A falta de verificação em algum ponto de controle ou a perda do cartão de rota (independentemente de quão longe no passeio o piloto esteja) resultará em desclassificação. Cada piloto é responsável por verificar se o seu cartão de rota foi devidamente preenchido.

Artigo 9 º

O limite de tempo da prova com emissão de certificado pela organização será de 15h, com média mínima sugerida de 13,5 km/h. Os pontos de controle não terão tempo limite de abertura e fechamento. A organização estará no local da chegada até às 22h, para os que quiserem "a qualquer custo" completar o trajeto. Ninguém será deixado para trás.

Artigo 10

Durante o período noturno de prova, os veículos deverão estar equipados com luzes dianteiras e traseiras afixadas firmemente. Em todos os momentos de escuridão ou ainda sob condições de pouco luz e/ou visibilidade (Ex: névoa, chuva), as luzes dianteira e traseira deverão estar ligadas. Sem luz dianteira e traseira funcionando no momento da largada o ciclista será desclassificado no ato. Não exigiremos pilhas reservas. Colete com material refletivo será exigido na totalidade do percurso, não importando a condição climática. Qualquer dispositivo refletivo além dos mencionados que o ciclista queira portar será incentivado pela organização. Ciclista flagrado sem colete com material refletivo, em qualquer momento do percurso, estará sumariamente desclassificado.

Artigo 11

No momento da chegada, o piloto deve assinar seu cartão de rota e devolvê-lo à organização.

Artigo 12

Este evento não é competitivo, a classificação será divulgada por ordem de numeração e não por ordem de chegada.

Artigo 13

Um trofeu alusivo ao evento será entregue a cada ciclista que completar o percurso. Além do trofeu, os participantes que conseguirem completar o percurso em até quinze horas receberão também um certificado de capacidade, atestando seu mérito.

Artigo 14

As decisões da organização não serão passíveis de recurso. Apenas a organização poderá deliberar acerca de eventuais dúvidas não cobertas por este regulamento.

Urussanga, 13 de outubro de 2011.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MARCANDO POSIÇÃO

É muito a vontade e com consciência tranquila que gostaria de fixar alguns pontos. Desde a primeira postagem está explícito que o evento não é homologatório. Por dois motivos:
1° - É experimental, ou seja, nunca foi tentado algo parecido no Brasil. A organização não pode garantir o sucesso na marcação da rota. Podemos apenas fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que os objetivos sejam alcançados. Seria uma temeridade homologar "de primeira". Nunca tencionamos correr esse risco;
2° - Existem prazos que são seguidos de forma rigorosa para o lançamento das datas dos eventos oficiais BRM no Brasil. Quando tencionamos organizar o FODAX (hoje Audaxterra) e manifestamos nossa intenção ao representante ACP no Brasil fomos informados que o prazo do lançamento de eventos na série de 2011 já havia expirado. Foi o que precisávamos para lançar nosso evento "piloto". Pois estávamos com disponibilidade de tempo para a data por nós agendada. E isso nos bastava, afinal somos meros voluntários entusiastas.
Vencido isso, vamos adiante. Logo percebemos que FODAX era uma palavra muito ofensiva e fizemos uma consulta prévia ao representante ACP no Brasil informando da escolha de um nome mais interessante. Portanto, além do infame FODAX, surgiram X-audax, X-RDN, X-rand e o óbvio, sonoro, autoexplicativo, além de carregado de significado: AUDAXTERRA. Tivemos a felicidade de levarmos o nome a um bom designer (Jorginho de Cocal do Sul/SC) que, inspirado, trabalhou muito bem as potencialidades da logomarca. Quero deixar claro, sempre foi de nosso interesse compartilhar essa logomarca com todo e qualquer organizador brasileiro que queira organizar uma prova na terra. Nunca tencionamos exclusividade. Sintam-se a vontade. Queremos somar.
A ideia de um 200 Km na terra não é de hoje. Desde meu primeiro brevet em Lajeado (2007), ouço essa proposta. Pois lá havia os 10 Km não pavimentados e isso sempre aguçou a imaginação dos participantes. Normalmente ela esbarrava na falta de tempo dos organizadores, insegurança quanto ao sucesso, problemas de logística não encontrados em uma prova de asfalto e sobretudo: como demarcar o trajeto e não transformar tudo em uma grande confusão. Não estamos inventando nada. Estamos apenas transformando um anseio em realidade.
Se hoje alguém sonha com uma medalha olímpica; é porque algum dia alguém já sonhou com as olimpíadas - David de Rothschild.
Talvez por isso um evento de 200 Km, não homologatório (underground), que não classifica para nada, totalmente "fora de época" (datado no final do calendário oficial), esteja trazendo gente de tão longe. 200 Km para quem é experiente costuma ser uma prova chata por natureza, é como cumprir tabela para os times de futebol (tenho até o hábito de desmerecê-la, jocosamente chamando-a de "Desafio de Domingo"), razão pela qual, em meu entendimento, precisa ser charmosa e/ou oferecer algum apelo/novidade. Por fim, o nome escolhido foi Audax (e não randonnée), simplesmente porque no Brasil, por razões óbvias, Audax (além daquele papo de que remete a pessoa audaciosa e blá, blá, blá...) é uma palavra forte e carregada de significado. Randonnée, perdoem a franqueza, não remete a qualquer significado inteligível em Português. Aliás, esta é uma discussão superada entre organizadores há alguns anos (diferenciação entre Audax e Randonnée). Praticamente todo o blog ou site que trata do assunto já abordou ou pretende abordar esse tema. Nesse blog isso já foi abordado há alguns anos. Mesmo que fosse homologado, esse não seria o primeiro e está longe de ser o último randonnée com nome fantasia de audax a ser realizado no Brasil. Seguindo, porque um X grande?!? Simplesmente porque praticamente tudo o que envolve fora de estrada hoje no mundo traz algum X explícito em seu nome. De quebra, a palavra Audax, por natureza, traz um X em seu nome...isso era de uma conveniência que não podíamos deixar passar. Por fim, será que preciso explicar porque a palavra "terra" foi escolhida?!?
Vencida mais essa etapa, alguns questionamentos pertinentes:
1° - um evento deixa de ser randonnée porque não está no calendário oficial?!? Considerando que "randonnée" é uma palavra que pertence única e exclusivamente a cultura e ao povo francês e não a essa ou aquela organização?! Considerando ainda que randonnée significa primordialmente "longa jornada" - "expedição", gostaria de saber se há aqui algum inscrito que tem dúvida de que no dia 23.10.11 às 5h, em Urussanga/SC, vai ingressar em uma longa jornada?!
2° - um evento deixa de ser randonnée, pois teve ampliado (flexibilizado) seu horário de conclusão?! (no final da tarde e noite do dia 23 próximo quero perguntar a cada um que concluir de forma honrosa a prova, se está se sentindo diminuído porque a organização estendeu o período de conclusão do evento).
3° - um evento deixa de ser brevet porque não está inserido no calendário oficial, ou ainda, porque não classifica para nada em razão de estar inserido no final de um calendário oficial?! (pensando assim, nenhum 300 do Carvão já realizado foi brevet, pois naquelas séries não havia mais 400 datados no Brasil, portanto aquelas provas não classificavam para nada) Considerando que a palavra "brevet" pertence exclusivamente ao povo e cultura francesas e não a essa ou aquela organização?! Considerando ainda que brevet significa primordialmente "patente" e "certificado" em francês, e a organização do Audaxterra entregará um certificado ao final do evento a todos os participantes que o concluírem em até 15h.
Isto posto, vamos adiante. Não sou dono de bicicletaria, tampouco o Ciro Damiani. Não ganho dinheiro com o exercício de atividades físicas, não tenho esse tipo de formação, tampouco o Ciro Damiani. Estamos promovendo este evento porque somos entusiastas do esporte e do life-style randonnée. Com isso, quero dizer que não estamos nos promovendo com o Audax/Randonnée; mas tão somente promovendo o Audax/Randonnée. Estamos de boa-fé; de coração. Agora, já que não vamos ganhar dinheiro, pelo menos queremos o mérito do pioneirismo, não há mal algum nisso e não abriremos mão disso. Mesmo que vá gerar inveja e dor de cotovelo.
Como autocrítica, um grave erro foi cometido. Eximo o Ciro Damiani inteiramente deste erro. O erro foi neste veículo público de comunicação, da qual sou responsável. Fui vadio, assumo, e usei ipsis litteris as regras do BRM traduzidas para o Português e as profanei quando promovi sua flexibilização para esta prova. Como aprendi desde pequeno que deturpar coisas sagradas é pecado, na próxima postagem haverá um regramento próprio do Audaxterra, feito a imagem e semelhança do regramento público e transnacional do LRM. Agora vamos direto na fonte, sem atravessadores.
Dia desses encontrei alguém que conseguiu exprimir em palavras o que queremos compartilhar com quem vem "expedicionar" por aqui dentro de alguns dias: Um evento desafiador...
É a oportunidade que tenho de extrapolar os limites egoístas daquilo que faço simplesmente porque gosto. Nessas horas, tenho a chance de inspirar outras pessoas e de trocar experiências com gente que tem o mesmo estilo de vida que eu. As provas são uma celebração disso tudo - Anton Krupicka.
Foi cansativo, mas certas coisas simplesmente precisam ser ditas.
Finalizando, gostaria de deixar uma moção de apoio ao Roberto Penna Trevisan. Um amigo de verdade. Confiável, leal, íntegro, moderado, respeitoso, equilibrado e conciliador: é a pessoa certa, na posição certa e no momento certo. Obrigado por tudo. Conte sempre conosco.
Você está estressado?! Vá caminhar!! (sugerimos aqui)
Perdão pela extensão.
Abraço a todos!!

Obs.: se antes queríamos caprichar, agora queremos nos superar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Happy Ride - agende-se!

A organização vai promover dois happy rides no percurso do Audaxterra. O primeiro será amanhã (08/10), com saída às 13h15min do Posto Possamai (Paulão) em Urussanga, simulando o trecho entre os PCs 2 a 4, encerrando no Bar e Lanchonete do Joia, em Jaguaruna. O segundo será no dia 12/10 (quarta-feira), às 7h, com saída do Posto Possamai de Urussanga, simulando o trecho entre a largada até o PC2, situado no mesmo local de largada. Quem puder comparecer, será positivo, pois no dia do evento dependerá menos da marcação do trajeto, podendo tomar as decisões com maior segurança e auxiliando participantes que possam estar pedalando junto (identidade de ritmo) e que não tiveram a oportunidade (possibilidade) de realizar os happy rides.

Abraço a todos!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Uma semana

Dia 10 está aí. Beiramos as 70 inscrições e já é um número que nos agrada. Portanto, você que está indeciso, deixe de ser bundão e venha se aventurar em um evento pioneiro no Brasil. Difícil, mas não impossível. Seja em 15 horas ou no extremo "custe o que custar", estaremos te esperando. Conquiste seu trofeu. Mas aviso, após às 20h o churrasco vai começar a passar do ponto...!

Obs.: há uns vinte anos atrás cheguei para meu pai e perguntei: - Pai, por que existem lojas só de colchões; lojas só de toalhas; lojas só de sofás; mas não existem lojas só de almofadas?! Meu pai respondeu com sabedoria: - Filho, é que almofadinha é o que mais tem por aí. Na hora não entendi. Hoje vejo que foi um grande ensinamento.

Abraço a todos!

Trajeto e estratégia - Parte 2

Largada- Posto Possamai - Urussanga -----; 0 km.

Na saída, trecho de 2 Km neutralizados para dar aquela voltinha tradicional pela praça de Urussanga (cidade pequena é assim, se você não der uma volta pela praça, você não a conheceu). Logo na primeira subida vai começar o randonnée, com cada um no seu ritmo. Esta subida inicial marca também o início do 1° PPM. Será um calvário gostoso, sairemos de 40m ao nível do mar e vamos até 500m em pouco mais de 12 Km, em meio a estradas vicinais e um calçamento "ogro" na localidade de Rio América. Após a localidade de Belvedere, pequena ascensão em que estaremos próximos dos 550m de altitude (ponto mais alto da prova). Mas como tudo o que sobe, desce... muitas descidas até Santa Rosa e Itanema. Trecho misto até Barro Branco e longa descida asfaltada até a cidade de Lauro Müller.

PC 01 - Posto Chaminé - Lauro Muller -------; 32,42 km.

Logo na saída do PC já voltamos para a terra. Trecho gostoso e misto entre as cidades de Lauro Müller, Urussanga e Orleans (parte dele filmado e publicado aqui no blog) até a floresta negra, local do 2° PPM (também filmado e publicado no blog), no Rio Molha, Urussanga. Diferentemente do 1° PPM (longo e cadenciado), a floresta negra é curta e íngreme. Logo depois, passaremos em uma estrada paralela e veremos a localidade de Santana pelo alto, retornando a Urussanga por uma estrada vicinal com o nome de Mina Visconde (Santo Expedito). Uma das grandes descidas da prova, com mais de 5 Km. Mas cuidado, próximo do topo deverão encontrar a "matilha maldita". Não chega a ser formação de quadrilha, pois são três elementos. Billy, o pequeno, costuma agitar seus primos Nick e John. John é ansioso e costuma esperar no meio da estrada. Da última vez que estivemos por lá derrubou um amigo. Atenção. No final da descida, poucos quilômetros vão separá-lo do PC.

PC 02 - Posto Possamai - Urussanga -------; 70,2 km.

Aproveite o PC2. Terá apoio mecânico, além de caixa térmica com água gaseificada e refrigerantes. Aproveite, a partir deste PC serão 27 Km mistos e bastante aprazíveis. Esforce-se para elevar sua média. Em uma prova com muitas montanhas, use a cabeça e deixe para fazer força quando o relevo lhe favoreça. Aproveite o PA do Posto Trevinho em Sangão (no test ride o Ciro passou direto e se arrependeu). Tome um suco de laranja natural que existe no local. Assim você não chegará tão derrubado no PC3 e automaticamente vai ficar menos tempo parado naquele PC (no test ride o Ciro chegou destruído no PC3, ficou mais de 40min parado e ainda assim saiu derrubado do local).

PA - Posto Trevinho - Sangão --------------; 97,13 km.

Exatos 2 Km após o PA e o 3° PPM tem início. Tal qual o 2°PPM, ele é curto e íngreme. Após, uns 5 Km de altiplano entre as cidades de Treze de Maio, Sangão e Jaguaruna (250m do nível do mar, em média). Depois 5 Km de descidas até o PC3, nas margens da BR-101. Local praticamente ao nível do mar (a esta altura, 2000m de ascensões já foram vencidos. Restando pouco mais de 600m em 90 Km de prova. Hora de levantar a média).

PC 03 - Posto Cidade das Praias - Jaguaruna ------; 110,0 km.

Continua na próxima postagem...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Diabinho brasileiro


No Test Ride feito pelo Ciro ele foi encontrado no 3° PPM (prêmio pessoal de montanha), entre Sangão e Treze de Maio. Dia 23 poderá aparecer em qualquer dos prêmios de montanha, com seu tridente feito de mandioca. A princípio não tem nada em comum com o original (o designer de bicicletas alemão Didi Senft - El Diablo) mas sem dúvida há uma semelhança: ambos não têm lá muito o que fazer!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Trajeto e estratégia - Parte 1

Há pouco menos de um mês para o brevet, chegou o momento de abordarmos o percurso mais detidamente. Primeiro, quero deixar claro que o trajeto teve seus últimos 47 Km repaginados (humanizados) e uma nova fonte no site da Garmin foi gerada pelo amigo e colaborador Mazon F., portanto, desconsiderem o arquivo publicado no dia 05.08.11 e, a quem interessar, salvem o arquivo a seguir:




Análise: em números, a repaginação dos últimos 47 Km de prova, apontou uma diminuição de 172m (de ascensão real). Parece pouco. No entanto, deixar de subir 172m após 150 Km em estradas de chão nas pernas, fará enorme diferença. De acordo com Ciro Damiani (quem realizou o test ride no trajeto antigo), três cadeias de montanhas que baixaram seu moral no final da prova foram excluídas e/ou permutadas por montanhas com menor agressividade e/ou com visual mais motivador. Realmente uma pena o brevet ainda não ser homologado, pois com seus 2.613m (8.623ft) em ascensões, tem tudo para ser uma das provas de 200 Km mais difíceis do mundo. Não haverá repetição de trajeto e o desnível acumulado da prova (subidas e descidas) será maior que a altimetria do pico Mont Blanc. Testaremos em um brevet de 200 Km praticamente todas as qualidades desejadas em um randonneur completo: preparo físico, mental, disciplina, perseverança, orientação e sorte. O brevet ficará devendo na habilidade em pedalar a noite e na supressão do sono, bem como no planejamento que um brevet de ultradistância impõe. Na próxima postagem sobre o trajeto, vamos analisá-lo trecho-a-trecho, com opção de estratégia.

Obs.: costumo dizer que nosso corpo no randonnée é como uma operadora de cartão de crédito. Você larga com um bom limite e se sair gastando em demasia, depois, quando vem a conta, corre o risco de não conseguir fazer nem o pagamento mínimo...

Abraço a todos!